1ª COPA INDÍGENA DE
FUTEBOL ABRE OPORTUNIDADES NO ESPORTE PARA ALDEIAS BAIANAS
O futebol é um sonho para qualquer um. Com os indígenas não é diferente,
e ontem alguns deles tiveram a chance de mostrar o talento no Centro de
Treinamento Evaristo de Macedo, do Bahia, que sediou a final da 1º Copa
Indígena de Futebol, com a participação de povos de diferentes etnias. Na
decisão, o time Barravelhense, da tribo Pataxó, venceu por 3x0 a equipe Água
Vermelha, do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe, e levou o troféu para casa. O jogo terminou
tal como foi iniciado: com rituais étnicos que celebravam as culturas presentes
no campo.
A competição, iniciada em 30 de outubro, reuniu
oito equipes formadas por jogadores das etnias Tupinambá, Pataxó e Pataxó
Hã-Hã-Hãe e teve apoio do Bahia, do Instituto Latino-Americano para Justiça
Coletiva (Ilajuc) e da MG Gestões.
O coordenador do Núcleo de Ações Afirmativas do
Bahia, Tiago César, afirmou que o clube entende que é seu papel promover a
transformação social através do esporte com um programa que leve em
consideração a diversidade e a inclusão, além de defender de maneira permanente
a luta pelos direitos humanos. “O esporte tem essa capacidade de unir e de
promover uma só voz, um só encantamento, gerar sonho e uma aproximação das
pessoas”, declarou.
Laiz
Menezes*
16.11.2021,
06:00:00
Atualizado:
16.11.2021, 10:06:59





