STJ DETERMINA AFASTAMENTO IMEDIATO DE
WITZEL NO RIO E PRISÃO DE PASTOR EVERALDO
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou,
nesta sexta-feira (28), o afastamento imediato, inicialmente por 180 dias, do
governador Wilson Witzel (PSC) do cargo por irregularidades em contratos na
saúde.
Não há ordem de prisão contra o governador. As
diligências foram autorizadas pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça
(STJ) Benedito Gonçalves.
No total, são 7 mandados de prisão, sendo 6
preventivas e 11 temporárias, e 72 de busca e apreensão.
Mandados de prisão confirmados:
Pastor Everaldo, presidente do PSC;
Lucas Tristão, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico;
Sebastião Gothardo Netto, médico e ex-prefeito de Volta Redonda.
Há ainda mandados de busca e apreensão:
contra a primeira-dama, Helena Witzel, no Palácio
Laranjeiras;
contra André Ceciliano (PT), presidente da Assembleia Legislativa (Alerj);
desembargador Marcos Pinto da Cruz.
Operação Tris in Idem
A operação, batizada de Tris in Idem, é
desdobramento da Operação Favorito e da Operação Placebo -- ambas em maio, e da
delação premiada de Edmar Santos, ex-secretário de Saúde.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que
o governo do RJ estabeleceu um esquema de propina para a contratação
emergencial e para liberação de pagamentos a organizações sociais (OSs) que
prestam serviços ao governo, especialmente nas áreas de saúde e educação.
A PGR sustenta que Witzel usou o escritório de
advocacia da mulher, Helena, para receber dinheiro desviado por intermédio de
quatro contratos simulados no valor aproximado de R$ 500 mil - cerca de R$ 15
mil mensais de cada uma das quatro.
A decisão do ministro Benedito Gonçalves levou em
conta as investigações de outras duas ações: a Favorito, que prendeu o
empresário Mário Peixoto, e a Placebo, sobre desvios de dinheiro público
destinado à montagem de seis hospitais de campanha do estado para o tratamento
da Covid-19.
A operação desta sexta
Às 6h20, carros da Polícia Federal (PF) chegaram ao
Palácio Laranjeiras -- residência oficial do governo do RJ -- para notificar
Witzel do afastamento e para fazer buscas contra Helena. O Palácio Guanabara,
sede do governo, e a Alerj também foram alvo das buscas.
Os mandados estão sendo cumpridos também em outros
endereços nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Alagoas,
Sergipe, Minas Gerais e no Distrito Federal.
Também está sendo alvo de busca e apreensão um
endereço no Uruguai, local onde estaria um dos investigados cuja prisão
preventiva foi decretada – a identificação não foi revelada.
A Operação Placebo
Em maio, Witzel e a mulher foram alvo de mandados
de busca e apreensão da PF, expedidos pelo STJ.
A PF buscava provas de supostas irregularidades nos
contratos para a pandemia. A Organização social Iabas foi contratada de forma
emergencial pelo governo do RJ por R$ 835 milhões para construir e administrar
sete hospitais de campanha.
Operação Favorito, 14 de maio
O desdobramento da Lava Jato prendeu, entre outras
pessoas,o ex-deputado estadual Paulo Melo e o empresário Mário Peixoto.
Peixoto e Melo, que já foram sócios, acabaram
presos porque surgiram indícios de que o grupo do empresário estava interessado
em negócios em hospitais de campanha.
O alvo seriam as unidades montadas pelo estado —
com dinheiro público — no Maracanã, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu,
Campos e Casimiro de Abreu.
Somente as duas primeiras foram abertas
parcialmente, após sucessivos atrasos.
Operação Placebo
A investigação, que também versou sobre os
contratos da saúde, encontrou um “vínculo bastante estreito e suspeito” entre a
primeira-dama e as “empresas de interesse de Mário Peixoto”.
A PGR afirma que o escritório de advocacia de
Helena Witzel firmou um contrato de prestação de serviços com a DPAD Serviços
Diagnósticos, que é ligada a Peixoto.
Documentos relacionados a pagamentos para a esposa
do governador teriam sido encontrados no endereço eletrônico de dois homens
apontados como operadores financeiros do empresário preso.
As empresas de Peixoto têm contrato com o governo
desde a gestão de Sérgio Cabral (MDB) e os mantêm na de Witzel. Segundo o
Ministério Público Federal, a manutenção dos acordos se deu por meio do
pagamento de propina.
Fonte: G1
https://www.redegn.com.br/?sessao=inicio&pagina=1

Nenhum comentário:
Postar um comentário