MULHERES PERDERAM MAIS EMPREGO NA
PANDEMIA DO QUE HOMENS, DIZ IBGE
A participação feminina no mercado de trabalho
atingiu o menor nível desde 2016. Os dados fazem parte de uma pesquisa,
divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento aponta que a queda foi de 44,8% em
2019 para 44,3% em 2020.
De acordo com o gerente da pesquisa, Thiego
Ferreira, os setores que historicamente são mais ocupados por mulheres tiveram
uma retração. "Foi o que aconteceu, por exemplo, com educação, composto
majoritariamente por mulheres (66,9% do total), que perdeu 1,6% do seu pessoal
assalariado. Já na construção, setor em que 90,6% dos ocupados são homens,
houve aumento de 4,3% no número de assalariados", diz.
A pesquisa revela ainda que o setor do comércio,
composto por 19% de mulheres, registrou queda de 2,5%. "Do total de 825,3
mil postos de trabalho perdidos entre 2019 e 2020, cerca de 593,6 mil (ou
71,9%) eram ocupados por mulheres", mostra o levantamento.
Os dados da pesquisa apontam o aumento de empresas,
sócios e proprietários. O crescimento foi marcado pela presença de 301,8 mil
pessoas a mais no ano de 2020 em relação a 2019. Para Thiego, esse resultado
pode estar relacionado com a perda de empregos.
“Diante do desemprego, muitas pessoas resolveram
abrir o próprio negócio. É o caso de pessoas que trabalhavam em restaurante,
foram demitidas e começaram a vender comida em casa. Se a empresa que foi
aberta tem CNPJ, declara o eSocial e não for MEI, ela entra nessa conta",
explica o pesquisador.
Redação redeGN
Nenhum comentário:
Postar um comentário