CÂMARA FEDERAL
REALIZA AUDIÊNCIA E BUSCA INDENIZAR DESABRIGADOS DA BARRAGEM DE SOBRADINHO
(Foto:
Divulgação)
Exatos
46 anos depois que cerca de 70 mil baianos moradores dos oito municípios
inundados pelo reservatório da Barragem de Sobradinho (norte da Bahia) foram
expulsos de suas casas e propriedades rurais, na última terça-feira (11)
representantes das famílias dos desalojados participaram de audiência pública
na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) da Câmara dos
Deputados, em Brasília, na luta por alguma indenização.
“Essa
é a segunda audiência que realizamos sobre os atingidos pela barragem. A
primeira fizemos no Governo Dilma, e montamos um produtivo grupo de trabalho
com a Chesf para encaminhar uma solução, mesmo que fosse a longo prazo.
Infelizmente, veio o golpe e tudo foi abandonado. Agora, realizamos nova
audiência, e a Chesf e o Ministério de Minas e Energia sequer mandaram representantes
“, lamentou o deputado Jorge Solla (PT-BA), autor do requerimento da realização
da audiência.
Logo
após a reunião, Solla foi ao presidente Rodrigo Maia (DEM), no Plenário da
Câmara, cobrar a participação de representantes do Executivo na audiência. “Se
esse governo e o próximo não têm compromisso com essas pessoas, precisa vir e
dizer, mas não pode virar as costas pra Câmara de Deputados. Isso é um
desrespeito também com essa casa“, destacou Solla.
Na
audiência, o presidente da Associação dos Ribeirinhos e Pescadores do Lago de
Sobradinho, Genivaldo da Silva, recordou que boa parte das famílias abandonaram
seus imóveis devido ao compromisso firmado por funcionários da Chesf de que
haveria uma indenização a ser paga. No entanto, viveram em condição de miséria
e sem nenhuma assistência da estatal. “O que tínhamos era lona preta pra se
proteger de cobras e escorpiões, que os engenheiros davam pra nós. Não tinha
sequer cesta básica, ficamos ao léu“, disse
.
Por Carlos Britto -3 de dezembro de 2018
07:20

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