PESQUISAS BUSCAM HIPÓTESES PARA ENTENDER MAIOR SENSIBILIDADE DOS HOMENS À
COVID-19
29 de junho: Mulher ajusta máscara contra Covid-19 em Los
Angeles, na Califórnia, enquanto homem segura uma máscara ao andar na rua. —
Foto: Frederic J. Brown / AFP
Desde
o início da pandemia de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, cientistas
ao redor do mundo começaram a perceber que a infecção tende a afetar homens de forma mais grave que
mulheres.
Um
estudo conduzido por cientistas chineses, publicado no final de abril na
revista científica Frontiers in Public Health, concluiu que os homens morrem
duas vezes mais por coronavírus do que as mulheres.
Outra
pesquisa publicada em abril, do Global Health 50/50, um grupo de pesquisadores
da University College London focado em saúde e gênero, mostrou que, apesar de
homens e mulheres se infectarem na mesma proporção, pacientes do sexo masculino
têm de 50% a 80% mais chances de morrerem por coronavírus em todos os países
afetados pela pandemia.
No
Brasil, segundo os dados do Sistema de Informação de Vigilância da Gripe, o
sexo masculino representa 59% das mortes registradas por coronavírus.
Pesquisadores
vêm descobrindo, ao longo dos últimos meses, vários motivos para isso. Alguns
dos fatores não são relacionados ao organismo:
por exemplo, os homens tendem a usar máscaras com menos frequência que
as mulheres.
Por G1

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