UCRÂNIA FAZ
ATAQUE INÉDITO CONTRA NAVIOS RUSSOS EM PORTO OCUPADO NA GUERRA
Foto:
Reprodução / Twitter
Em uma demonstração de vitalidade militar pouco
antes de o presidente Volodimir Zelenski pedir mais ajuda militar à Otan
(aliança liderada pelos EUA), a Ucrânia fez um ataque inédito com mísseis
contra um porto que havia sido ocupado pela Rússia.
Ao menos um navio de desembarque de tropas,
blindados e munições, o Orsk, foi destruído no ataque e afundou nos 5 m do
porto de Berdiansk, segundo a Marinha ucraniana. Moscou ainda não comentou o
caso, mas as imagens em redes sociais e análises feitas inclusive por
observadores pró-Rússia sugerem que o relato está certo.
Em um canal de analistas militares russos no
Telegram, a informação é de que outros dois navios foram atingidos, mas
deixaram o porto do mar de Azov. Há dúvidas entre eles se o navio atingido foi
o Orsk ou o Saratov, a outra embarcação de assalto anfíbio de sua classe que
servia à Frota do Mar Negro na Crimeia.
Segundo esses relatos, ao menos três pessoas teriam
morrido na ação, em que Kiev empregou mísseis balísticos Totchka-U. É a
primeira vitória do gênero da Ucrânia nesta guerra.
Ela veio pouco menos de três horas antes de os
líderes da Otan se encontrarem em Bruxelas, o americano Joe Biden à frente,
onde ouvem Zelenski por vídeo. Dificilmente não foi pensado como um cartão de
visitas, já que os navios russos começaram a desembarcar equipamentos em
Berdiansk na semana passada, com fanfarra e transmissão pela TV.
O porto é estratégico, e fica a 75 km da cidade
sitiada de Mariupol. Forças russas tiveram seus maiores avanços em um mês de
guerra justamente no sul da Ucrânia, e a queda deste outro porto no mar de Azov
pode consolidar o estabelecimento da ligação por terra entre as regiões
separatistas do Donbass (leste) e a Crimeia, anexada por Vladimir Putin em
2014.
Há um componente psicológico adicional, que é uma
pequena vitória no mar de Azov, uma área quase fechada do mar Negro, separada
dele pelo estreito de Kertch, controlado pelos russos desde 2014. A Marinha
ucraniana foi efetivamente anulada até aqui, e teve de afundar seu principal
navio para evitar que ele fosse capturado como tantos outros.
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