MAIOR BARRAGEM DO RIO GRANDE DO NORTE ENTRA EM VOLUME MORTO
Em crise hídrica há 6 anos,
Rio Grande do Norte tem 153 cidades em situação de emergência. Destas, 14 estão
em colapso e 84 adotaram rodízio no abastecimento
A crise hídrica que afeta o
Rio Grande do Norte – a pior da história – está cada vez mais grave. Nesta
quarta (3), o maior reservatório potiguar, a barragem Armando Ribeiro
Gonçalves, que comporta até 2,4 bilhões de metros cúbicos de água, chegou a
11,74% de sua capacidade e entrou no chamado volume morto – nome que se dá à
reserva de água mais profunda das represas, que fica abaixo dos canos de
captação que normalmente são usados para retirar água.
Segundo o Instituto de
Gestão das Águas do Estado (Igarn), estava sendo liberada uma vazão de 5 metros
cúbicos por segundo. Hoje, a barragem só consegue liberar 4,36 metros cúbicos.
Se assim continuar, a previsão é que só haverá abastecimento pelos próximos 30
ou 45 dias. Quarenta municípios dependem diretamente das águas da Armando
Ribeiro.
Diretor-presidente do Igarn,
Josivan Cardoso explica que, apesar da situação, o governo estadual está
fazendo o possível para manter as reservas ainda existentes e o abastecimento
das cidades. “Ações de monitoramento, controle e fiscalização implantadas pelo
Igarn proporcionam ainda manter os sistemas em operação, mesmo que dentro de
racionamentos e rodízios"
Das Agências de Notícia
04.01.2018, 12:27:00
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